O Guia Técnico Ambiental da Indústria Gráfica, elaborado em parceria entre os especialistas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB e os representantes do setor ganhou uma segunda edição. A nova publicação objetiva continuar orientando as empresas de impressão gráfica na melhor forma de como evoluir no desempenho ambiental em suas atividades.
A segunda edição do guia foi lançada durante o 2º Ciclo de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica – ABTG, realizado nos dias 29 e 30 de julho, com a finalidade de divulgar as ações de maior destaque do setor nas áreas social, ambiental e econômica.
O lançamento formal foi feito pelo presidente do conselho diretivo da ABTG, Silvio Isola, e contou com a participação do representante do grupo de trabalho que conduziu a revisão, Teddy Lalande, da empresa Dixie Toga. A iniciativa também foi elogiada por Eduardo San Martin, representante do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – CIESP.
Flávio Ribeiro, que representou a CETESB e gerencia a divisão de sustentabilidade e questões globais, ressaltou a importância do guia ser efetivamente utilizado pelas empresas com o objetivo de melhorar seu desempenho ambiental.
A publicação é o 15º volume da série de guias de Produção mais Limpa – P+L da CETESB, elaborados com a participação do setor produtivo. O guia do setor gráfico é o primeiro da série original a ter uma segunda edição, fato que enfatiza os impactos positivos para o meio ambiente e para própria gestão das empresas obtidos com a implantação de ações de P+L. O destaque da nova versão fica por conta dos indicadores ambientais levantados pelo setor produtivo, que apontam faixas de emissões de poluentes e de consumo de energia e água, típicas da indústria gráfica.
Para o gerente do setor de produção e consumo sustentáveis da CETESB, José Wagner Faria Pacheco, a segunda versão é mais completa que a primeira, editada em 2003. “É a primeira vez que o setor produtivo conduziu um levantamento de indicadores ambientais dos seus processos”, afirmou. Para José Wagner, isso representa um passo importante para uma futura quantificação de melhorias de desempenho ambiental nas diferentes etapas produtivas das empresas gráficas.
Para o engenheiro André Heli Botto e Souza, coordenador da revisão do guia pela CETESB, esta nova edição apresenta o mérito de tratar detalhadamente o ramo do setor que mais tem crescido, o da impressão digital, que desta vez foi contemplado com o devido destaque na parte de medidas de P+L, cuja apresentação geral foi totalmente revisada de forma a ficar mais dinâmica e de fácil visualização.
De acordo com os representantes do setor gráfico, o planejamento no futuro imediato é dar continuidade às atividades pioneiras, levando os conceitos de P+L para o “chão de fábrica”, com a elaboração de cartilhas e cartazes de P+L que orientem os trabalhadores. Além disso, também está prevista a continuação do trabalho com os indicadores ambientais, refinando suas faixas de valores para os diferentes processos gráficos.