A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) revela os números e as proporções que a área gráfica nacional vem conquistando e se adequando às mudanças e tendências do mercado brasileiro e internacional.
O Brasil, com sua crescente demanda de investimento no mercado gráfico, vem conquistando espaço na soma do Produto Interno Bruto (PIB), com participação de 0,86%, considerando que a indústria nacional contribui com 3,71% do PIB. Esse ramo comporta ao todo 19.550 empresas, as quais são responsáveis pela criação de empregos diretos e indiretos. São Paulo concentra o foco da produtividade gráfica com 36% do percentual seguido pelo estado de Minas Gerais com 11%.
Os segmentos do mercado abrem oportunidades para a expansão: formulários, livros, etiquetas, impressos promocionais, embalagens, cadernos, impressos de mídia exterior, impressos fiscais e envelopes. O editorial ainda é o que tem soberania sobre o faturamento.
A novidade para atrair novos clientes e conquistar o espaço no mercado está associada à qualidade dos impressos que se transformou em requisito básico na compra do serviço gráfico. Para atender novas exigências, a tecnologia foi imprescindível e teve de derrubar a então existente (e persistente) reserva de mercado. A produção gráfica, então, registrou um salto evolutivo, de artesanal para industrial, de local para global. O valor do produto passou a não ser mais a forma de se mensurar o resultado do trabalho impresso. Em seu lugar surgiu o valor agregado, o “algo a mais” que o produto impresso passou a oferecer.
O investimento numa infraestrutura moderna é o que vem possibilitando a comparação do mercado gráfico nacional com os de outros países economicamente mais fortes, isso por conta das aplicações em novos equipamentos. Entre os setores que mais compraram estão a impressão (US$ 626,6 milhões), flexografia (US$ 331,2 milhões), acabamentos (US$ 122,9 milhões), diversos (US$ 667,5 milhões), offset plana (US$ 248,3 milhões), pré-impressão (US$ 8,8 milhões), outras impressões (US$ 4,7 milhões) e offset rotativa (US$ 47 milhões).
A perspectiva para dar continuidade ao ciclo de crescimento do setor exige muitos desafios a serem superados. De acordo com os dados dos últimos anos e as ideias de perspectivas mercadológicas de Alfried Plöger, presidente da Abigraf Nacional, algumas medidas devem ser: conter a migração de empresas para o mercado informal; adequar os mecanismos de compras governamentais dos produtos gráficos; estimular a leitura no Brasil; desenvolver programas de desenvolvimento ambiental sustentável para as empresas do setor; ampliar o acesso à tecnologia gráfica; melhorar o acesso das empresas a financiamentos; e promover a defesa dos interesses da indústria gráfica nos acordos internacionais de comércio.