O crescimento da economia nacional deverá levar a indústria gráfica brasileira a crescer entre 4% e 5,5% em 2008. O resultado está levemente acima da marca de 4,5% registrada pelo setor entre 2006 e 2007, segundo dados da Abigraf.
A principal preocupação do setor, que também poderá ser beneficiado pelofato de 2008 ser um ano eleitoral, é o mercado externo. Para o presidente da entidade, Mário César de Camargo, as empresas brasileiras não conseguirão manter o ritmo de exportações de cadernos para os Estados Unidos. Em 2006, quando os consumidores norte-americanos decidiram vetar a compra de produtos do país asiático, o Brasil ampliou em mais de 100% suas exportações para o mercado dos Estados Unidos.
Desde então é crescente o número de empresas interessadas em abastecer o maior mercado comprador do mundo. A valorização do dólar, que reduz a competitividade das exportações brasileiras, também permite o aumento das importações. Com o dólar abaixo de R$ 2,00, como o atual, a Abigraf acredita que a balança comercial do setor poderá apresentar um déficit maior ao longo deste ano - até outubro passado, o déficit estava em US$ 10,21 milhões.
O faturamento da indústria gráfica somou R$ 16,95 bilhões (US$ 9,58 bilhões) nos 12 meses encerrados em setembro passado. A expansão das vendas próxima à projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional levou os empresários a ampliarem em 150% os investimentos na importação de máquinas e equipamentos entre janeiro e setembro do ano passado.